As coisas do coração e a nossa Saúde

Diga adeus a "Depre.." 

                                         

 

* Depressão é uma doença como qualquer outra. Não é sinal de loucura, nem de preguiça nem de irresponsabilidade. Se você anda desanimado, tristonho, e acha que a vida perdeu a graça, procure assistência médica. O diagnóstico precoce é o melhor caminho para colocar a vida nos eixos outra vez;

* Depressão pode ocorrer em qualquer fase da vida: na infância, adolescência, maturidade e velhice. Os sintomas podem variar conforme o caso. Nas crianças, muitas vezes são erroneamente atribuídos a características da personalidade e nos idosos, ao desgaste próprio dos anos vividos;

* A família dos portadores de depressão precisa manter-se informada sobre a doença, suas características, sintomas e riscos.  É importante que ela ofereça um ponto de referência para certos padrões, como a importância da alimentação equilibrada, da higiene pessoal e da necessidade e importância de interagir com outras pessoas. Afinal, trancafiar-se num quarto às escuras, sem fazer nada nem falar com ninguém,está longe de ser um bom caminho para superar a crise depressiva. 

                                                                                          

O cérebro apaixonado

Por: Leonardo Valle/ Colaborou: Samantha Cerquetani

Tudo começa com um encontro. Os olhares se cruzam e, a partir daquele momento, a vida de ambos muda de alguma forma. Além da vontade de ficar junto todo o tempo, sintomas como frio na barriga, coração acelerado, tremores e a sensação de "borboletas no estômago" são frequentes em pessoas apaixonadas. Porém o que realmente acontece com nosso corpo quando nos apaixonamos?

A ciência vem buscando desvendar as alterações que ocorrem no corpo de quem se encontra em estado de graça. E ao contrário do que se pensa, não é o coração o órgão principal neste processo. O cérebro está no centro de tudo e, por isso, há diversas substâncias, como hormônios e neurotransmissores, responsáveis pelas sensações que o estar apaixonado proporciona. Os pesquisadores Donald F. Klein e Michael Lebowitz, do Instituto Psiquiátrico Estadual de Nova York (EUA), descobriram que a feniletilamina, um neurotransmissor mais simples, está presente em grande quantidade nos cérebros de pessoas apaixonadas e é responsável pelas modificações fisiológicas no corpo humano. Já Helen Fisher, pesquisadora e autora do livro A Anatomia do Amor(Ed. Eureka), expõe que os sintomas como falta de sono e/ou apetite, assim como a exaltação dos apaixonados, se deve à dopamina e à norepinefrina, neurotransmissores que estimulam o cérebro.

O organismo produz também substâncias que são secretadas por todo o organismo e influenciam a atração ou falta de desejo entre as pessoas, conhecidas como feromônios. Além disso, com o aumento dos níveis de testosterona há maior estímulo para o desejo sexual; a oxitocina - conhecida como o hormônio do amor - (nas mulheres) e a vasopressina (nos homens), são responsáveis por estreitar os vínculos entre o casal. E como resultado há uma boa dose a mais de dopamina que proporciona a sensação de recompensa e prazer.

Como seu corpo reage
Diversos estudos realizados com ressonância magnética demonstram que o cérebro realmente se altera quando a pessoa está apaixonada. Um deles foi dirigido pelos pesquisadores ingleses Andreas Bartels e Semir Zeki com voluntários que visualizaram fotos de diferentes pessoas: familiares, amigos e namorados (as). O cérebro desses jovens foi mapeado e, quando eles avistavam o ser amado, apresentavam alterações cerebrais visíveis, com uma hiperatividade em algumas regiões do órgão.

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Descubra como as redes sociais podem afetar o seu bem-estar sem que você perceba

O Facebook e o Instagram são capazes de beneficiar - e também prejudicar - o sentimento de confiança, pertencimento e felicidade. Veja o que os especialistas têm a dizer sobre isso e como usar as redes sociais a seu favor.
 
 
 
 
 

Atenção: as fotos das suas amigas podem abalar a sua autoestima

 
Essa é a conclusão de um estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Strathclyde, no Reino Unido, divulgado em maio de 2014. Após questionar 881 garotas universitárias sobre o uso que elas faziam do Facebook e também seus hábitos alimentares, a prática de atividade física e a imagem que tinham do próprio corpo, os cientistas concluíram que a rede social tem, sim, um impacto na autoestima das usuárias. Eles viram que, quanto mais tempo as mulheres passavam no Facebook vendo fotos das suas amigas, mais elas comparavam seus atributos físicos e apresentavam sentimentos negativos em relação ao seu corpo. "Sabe-se que esse é um fator de risco para doenças sérias, como distúrbios alimentares e depressão", alerta Petya Eckler, uma das autoras da investigação.
 
De acordo com Petya, o primeiro passo para evitar o problema é saber que você não está sozinha - outras mulheres também se sentem assim. Além disso, tenha em mente que nem todas as imagens que aparecem no seu mural condizem com a realidade. "As pessoas escolhem as melhores fotos para postar no Facebook. Em muitos casos, elas inclusive alteram a imagem com aplicativos ou programas específicos para isso", lembra a pesquisadora. Outra dica é bloquear as pessoas que fazem você se sentir mal consigo mesma. E, por fim, Petya Eckler recomenda: se o seu objetivo é emagrecer, que tal compartilhar com seus amigos (e, claro, colocar em prática) receitas saudáveis ou a nova modalidade de exercício que você testou? É uma forma divertida e positiva de usar o Facebook em prol das suas metas.
 
 

As curtidas (ou a falta delas) são capazes de gerar solidão

 
Dois trabalhos da Universidade de Queensland, na Austrália, investigaram como o Facebook afeta o sentimento de inclusão social dos usuários. E o lado positivo dos resultados da investigação foi que sites como esse permitem que os indivíduos se relacionem e se comuniquem com diversas pessoas, a qualquer momento. No entanto, ao adotar um comportamento menos ativo na rede social ou não obter o retorno dos amigos ao fazer uma postagem, os internautas se sentiam sozinhos. "Isso reflete a nossa necessidade de pertencer a algum grupo. As pessoas não querem ser excluídas de nada", avalia Stephanie Tobin, autora do estudo.
 
De acordo com a pesquisadora, a solidão experimentada pelos voluntários foi passageira. Mas especialistas acreditam que, se esse sentimento for frequente, ele pode ser prejudicial. "A busca constante pelo reconhecimento dos outros é capaz de gerar frustrações", afirma o psicanalista Antônio Carlos de Barros Junior, doutor em psicologia pela Universidade de São Paulo (USP). Por isso, saiba que nem sempre aquela foto que você postou receberá vários comentários e curtidas. "Se a pessoa tiver consciência disso, talvez ela encare tudo de forma mais tranquila", diz Barros Junior.
 
 
 
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